Muita gente pergunta: “Escoliose dói?”
A resposta é: pode doer, mas não necessariamente.
A escoliose é uma alteração tridimensional da coluna que pode provocar desequilíbrios musculares, alterações articulares e sobrecarga biomecânica. Esses fatores podem contribuir para o surgimento de dor, mas não são os únicos — e nem sempre estão presentes.
Então, por que algumas pessoas com escoliose sentem dor e outras não?
A ciência já demonstrou que a dor na coluna é multifatorial. Existem pessoas com curvas pequenas que sentem muita dor e outras com curvas acentuadas que não sentem dor alguma. Além disso, pessoas sem escoliose também podem ter dores nas costas. Ou seja, não existe uma relação direta e proporcional entre o grau da escoliose e o nível de dor.
Fatores que aumentam o risco de dor nas costas em quem tem (ou não tem) escoliose:
1. Sedentarismo
A inatividade física é um dos principais fatores associados à dor nas costas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, adultos devem praticar ao menos 150 minutos semanais de atividade física leve a moderada. Isso pode incluir caminhadas, esportes recreativos ou outras formas de movimento.
Quem tem escoliose e é sedentário tem mais chance de sentir dor.
2. Qualidade do sono
Estudos com dezenas de milhares de pessoas mostram que quem dorme mal tem mais dor nas costas.
Isso ocorre porque o sono de baixa qualidade está associado a aumento de marcadores inflamatórios e maior sensibilidade à dor.
3. Fatores emocionais
Ansiedade, depressão, estresse e momentos emocionalmente difíceis da vida também aumentam a tensão muscular e influenciam diretamente na percepção da dor.
4. Medo do movimento (Cinesiofobia)
Pessoas que recebem um diagnóstico de escoliose — ou de outras alterações como hérnia de disco, “bico de papagaio”, protrusões — podem desenvolver medo de se movimentar, o que leva a mais rigidez, menos atividade física e mais dor.
Exemplo prático: feche sua mão com força e tente movimentá-la. Difícil, não é? Agora relaxe e tente de novo.
Quanto mais relaxada a musculatura, mais fluidez de movimento e menos dor.
5. Tabagismo
Fumantes têm maior risco de desenvolver dor crônica nas costas. Estudos mostram que parar de fumar melhora a resposta ao tratamento da dor.
Conclusão: a dor da escoliose é real, mas tem solução.
A dor nas costas, inclusive em quem tem escoliose, não precisa ser permanente ou incapacitante. Ela pode — e deve — ser prevenida e tratada com:
● Prática regular de exercícios físicos;
● Sono de qualidade;
● Saúde emocional equilibrada;
● Interrupção do tabagismo;
● Manutenção de um peso saudável;
● E, acima de tudo, com uma compreensão clara do diagnóstico e sem pânico.
Se você ou alguém próximo convive com a dor nas costas, compartilhe este conteúdo.
Nosso objetivo é levar informação com base em evidência científica para cada vez mais pessoas.