A escoliose pode afetar profundamente a forma como o adolescente se percebe, se movimenta e se relaciona socialmente. Em adolescentes do sexo feminino, especialmente, a gibosidade torácica e a assimetria da cintura escapular estão associadas a baixa autoestima, ansiedade e até depressão leve.
A imagem corporal importa — muito

Pesquisas indicam que a insatisfação com o corpo não está diretamente relacionada ao grau da curva, mas sim à percepção estética individual. Ou seja, uma curva de 30° pode gerar mais sofrimento emocional do que uma de 50°, dependendo da autoimagem do paciente.
Como a fisioterapia pode contribuir?
● Trabalhar com espelhos e feedback visual positivo;
● Envolver o paciente em seu progresso;
● Mostrar evidências de melhora funcional e estética;
● Incluir estratégias de empoderamento corporal no plano terapêutico.
A terapia baseada em movimento, quando associada a escuta ativa e validação emocional, pode ser uma ponte entre corpo e mente.
Referência: CLIMENT, J. M.; SÁNCHEZ, J. Impact of the type of treatment on the quality of life of adolescents with idiopathic scoliosis. Spine, v. 24, n. 18, p. 1903–1908, 1999.