A escoliose torácica pode impactar diretamente a respiração, especialmente quando a curvatura ultrapassa 50–60 graus. A deformidade da coluna altera a anatomia da caixa torácica, reduzindo sua mobilidade e dificultando a expansão pulmonar. Como resultado, pacientes podem apresentar redução da capacidade vital, maior esforço respiratório, cansaço aos pequenos esforços e risco aumentado de infecções pulmonares.
Sinais de alerta incluem: fadiga desproporcional, histórico de infecções respiratórias, hipoxemia noturna e deformidade torácica evidente. A avaliação da função pulmonar deve incluir espirometria e, em casos mais complexos, gasometria, polissonografia e exames de imagem.
O tratamento envolve fisioterapia respiratória, exercícios posturais específicos, ventilação não invasiva quando necessário e, em casos graves, cirurgia corretiva para melhorar a mecânica ventilatória. Monitorar a função respiratória de forma contínua é essencial para prevenir complicações e manter a qualidade de vida.