A Escoliose vai piorar? Conheça a fórmula científica que indica o risco de progressão

Você sabia que é possível prever a chance de progressão da escoliose de forma matemática? Essa é uma das grandes revoluções no tratamento conservador da escoliose idiopática do adolescente. Neste artigo, baseado no vídeo do canal Escoliose Brasil, vamos apresentar a fórmula do fator de progressão de Lonstein e Carlson, publicada originalmente em 1984 e referenciada em diversos estudos recentes, como o de Weinstein et al. (2013).

O Que É a Fórmula do Fator de Progressão?

A fórmula estima a probabilidade de progressão da curva escoliótica durante o crescimento:

Fator de Progressão = Ângulo de Cobb – (3 × Estágio de Risser) ÷ Idade

Com esse cálculo, é possível classificar o risco de progressão em três faixas:

● Menor que 1,4 → 🟢 Baixo risco de progressão (<40%)

● Entre 1,4 e 1,75 → 🟡 Risco moderado (40–60%)

● Maior que 1,75 → 🔴 Alto risco de progressão (>60%)

Exemplo Prático

Imagine uma adolescente com:

● Ângulo de Cobb: 46°

● Estágio de Risser: 0

● Idade: 12 anos

A fórmula seria:

(46 – (3 × 0)) ÷ 12 = 3,83

Resultado: Bandeira vermelha – risco alto de progressão, com mais de 60% de chance da curva aumentar.

Qual o Tratamento Indicado?

Nos casos de alto risco e curvas entre 25° e 50°, as diretrizes internacionais, como as da Sociedade Internacional de Tratamento Ortopédico e Reabilitação da Escoliose (SOSORT), indicam:

✅ Exercícios fisioterapêuticos específicos para escoliose ✅ Uso do colete ortopédico durante o crescimento, conforme prescrição individualizada.

Conclusão

Ter uma ferramenta científica como essa ajuda profissionais da saúde e famílias a tomarem decisões mais seguras e embasadas, evitando atrasos no início do tratamento conservador e reduzindo o risco de progressão para cirurgias.

Se você é profissional da saúde, utilize essa fórmula com seus pacientes adolescentes. E se você é pai, mãe ou adolescente com escoliose, converse com um fisioterapeuta especialista e peça essa avaliação!

Referências:

● Lonstein, J.E., Carlson, J.M. (1984). The prediction of curve progression in untreated idiopathic scoliosis during growth. Journal of Bone and Joint Surgery.

● Weinstein, S.L., Dolan, L.A., Wright, J.G., Dobbs, M.B. (2013). Effects of bracing in adolescents with idiopathic scoliosis. New England Journal of Medicine, 369, 1512–1521.

● Negrini, S., Donzelli, S., Aulisa, A.G., et al. (2018). 2016 SOSORT guidelines: Orthopaedic and rehabilitation treatment of idiopathic scoliosis during growth. Scoliosis and Spinal Disorders, 13, 3.

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