Adolescentes com escoliose leve a moderada frequentemente não recebem tratamento, sob justificativa de que a curva “não é cirúrgica”. No entanto, estudos longitudinais mostram que muitas dessas curvas podem causar dor crônica, degenerações precoces e perda funcional significativa após os 30 anos.
O que mostram os estudos de longo prazo?
Um estudo clássico de Weinstein et al. (2003) acompanhou pacientes com escoliose idiopática não tratada por mais de 50 anos. Os resultados incluíram:
● Mais dor lombar crônica;
● Diminuição da capacidade funcional em atividades prolongadas;
● Maior risco de artrose facetária e hérnias discais;
● Redução na qualidade de vida física.
O que fazer?
Mesmo após o Risser 5, a reabilitação deve continuar com:
● Exercícios específicos de estabilização postural;
● Treino de força global com foco no CORE;
● Monitoramento periódico com fisioterapeuta;
● Intervenção precoce em dores ou compensações biomecânicas.
Referência: WEINSTEIN, S. L. et al. Natural history of adolescent idiopathic scoliosis: long-term follow-up after observation. Journal of Bone and Joint Surgery, v. 85, n. 6, p. 1095–1103, 2003.