5 Erros Comuns de Quem Tem Escoliose na Musculação (e Como Evitá-los)

Você tem escoliose e pratica musculação? Cuidado! Alguns exercícios podem piorar sua curvatura. Veja os erros mais comuns e como treinar com segurança.

Quem tem escoliose pode (e deve!) se exercitar — mas com atenção redobrada. A prática errada de musculação pode acelerar a progressão da curvatura, causar dor e até comprometer os resultados do tratamento. Neste post, listamos os 5 maiores erros cometidos por pessoas com escoliose na academia, com base nas recomendações de especialistas da área.

1. Treinar sem conhecer seu tipo de escoliose

Antes de iniciar qualquer atividade física, é essencial entender qual é o tipo, grau e risco de progressão da sua escoliose. Muitas pessoas treinam sem passar por uma avaliação clínica e radiográfica completa, ignorando a possibilidade de agravamento — especialmente em adolescentes durante o estirão do crescimento (10 a 18 anos). Em adultos, curvas acima de 50 graus também podem progredir.

2. Fazer exercícios com carga axial

Colocar peso diretamente sobre a coluna — como em agachamentos com barra ou exercícios de panturrilha com barra — aumenta a compressão nas vértebras. Para quem tem escoliose, isso pode intensificar a curvatura. Esse tipo de sobrecarga é chamado de carga axial e deve ser evitado.

3. Realizar exercícios de extensão da coluna

Movimentos como remadas, puxadas e o famoso “Superman” (extensão lombar deitado) devem ser feitos com cautela. Muitas pessoas com escoliose têm a região torácica da coluna retificada (sem curvatura normal). Ao forçar a extensão, pode-se piorar essa rigidez e facilitar a progressão da curva.

4. Fazer exercícios laterais para os dois lados

Apesar de parecer lógico fortalecer ambos os lados do tronco, isso pode ser perigoso para quem tem escoliose. Exercícios como elevação lateral de tronco (obliquus) podem intensificar a curvatura, principalmente se forem feitos no mesmo sentido da curva. A recomendação é trabalhar o lado contrário da gibosidade ou curvatura — nunca os dois igualmente.

5. Realizar rotações para os dois lados

Rotações do tronco (como torções com bastão, máquinas de abdômen rotacional, ou movimentos de yoga e pilates com rotação simétrica) também podem acentuar a deformidade. Isso porque a escoliose já envolve um desvio tridimensional, com rotação vertebral. Ao rotacionar ainda mais, há risco de aumentar a gibosidade — aquele “calombo” nas costas perceptível ao se inclinar.

Conclusão: Atividade física é essencial, mas deve ser orientada:

– Praticar exercícios é benéfico e até recomendado para pessoas com escoliose, mas sempre com supervisão de uma equipe especializada. A avaliação com fisioterapeutas e ortopedistas é fundamental para definir quais movimentos ajudam e quais podem prejudicar.

Lembre-se: nem todo exercício serve para todos. Evite treinar no “achismo” e busque profissionais capacitados para montar seu plano de treino individualizado.

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